Usina de geração de energia fotovoltaica flutuante será instalada em cava de mineração de areia já exaurida
O Desenvolve SP, a agência de fomento do Estado de São Paulo aprovou um desembolso para o Grupo AB Areias, de Roseira, para a construção de uma usina de energia solar, com características inéditas na América do Sul.
O projeto consiste na implantação de uma usina de geração de energia fotovoltaica flutuante usando a superfície do lago oriundo de uma cava de mineração de areia já exaurida, no município de Roseira, Vale do Paraíba. O crédito foi solicitado via Linha Economia Verde (LEV), que financia projetos que promovam a redução de emissões de gases de efeito estufa, a geração de energias renováveis e a eficiência energética.
O investimento total previsto pela empresa e pelo Desenvolve SP, é de R$ 5,3 milhões, e a geração média esperada após a instalação completa da usina será entre 100 mil kW/h e 120 mil kW/h, variação decorrente da diferença de incidência solar nas épocas do ano. A sócia e diretora de Meio Ambiente e Novos Negócios do Grupo AB Areias, Sandra Maia de Oliveira, confirma que essa será a primeira usina do Brasil e da América do Sul para produção de energia fotovoltaica flutuante em cava exaurida de mineração.
“Este projeto pioneiro poderá servir como portfólio para ser apresentado ao mercado consumidor de energia da região do Vale do Paraíba e de todo o estado de São Paulo, tanto para o setor industrial como comercial”, afirma a executiva. “É uma iniciativa atraente para empresas que possam ter interesse em alternativas para a autoprodução de energia solar, mostrando que áreas de cavas exauridas de mineração são ótimas opções para a implantação de projetos de geração fotovoltaica flutuante, com vantagem sobre projetos de geração em terra”, acrescenta.
A estrutura terá 142 metros de comprimento por 52 metros de largura, correspondendo a uma área total de 7.384 m². Serão instalados 1.853 módulos PV de 540W (as placas), com previsão de conclusão das obras de implantação para março de 2023. Sandra ainda explica que a reutilização de cavas de mineração para outros fins, dentro de um conceito de sustentabilidade, já é um procedimento normal para o grupo.


