Eletrônica e Informática

Brametal e Clemar desenvolvem poste para as futuras redes 5G

A Brametal e a Clemar Engenharia desenvolveram um poste de alta tecnologia, o BRA Celposte, que abriga em seu interior uma série de equipamentos eletrônicos de telecom, todos monitorados à distância por uma central, com temperatura controlada e com baterias próprias para não ficar inoperante. A ideia é ofertar esse novo produto tanto para as operadoras de telefonia, quanto para as empresas de sharing (que investem na infraestrutura de telecom para depois locar seus equipamentos às companhias de telefonia).

“O BRA Celposte foi especialmente desenvolvido para atender à maior demanda por antenas que o 5G deverá exigir. Como o volume de dados transmitidos pelo 5G será muito superior ao atual com o 4G e o 4,5G, a rede futura vai demandar uma maior densidade de antenas nos centros urbanos. O poste permitirá que a infraestrutura de iluminação pública e a de telecom compartilhem o mesmo equipamento, com um padrão estético que se integra perfeitamente aos espaços públicos”, afirma Reynaldo Abujamra, gerente Comercial de Telecom da Brametal.

Segundo ainda o CEO da Clemar Engenharia, Inácio Vandresen, o poste vai se incorporar perfeitamente ao mobiliário urbano. “Para atender ao 5G vamos ter uma demanda por soluções mais densas; será necessário um maior número de torres, não tão altas como as do passado. Os novos postes terão alturas de 15 a 30 metros para abrigar as antenas, principalmente no caso do 5G. As torres tradicionais de telecom, com alturas de 50 a 100 metros, servirão para atender demandas de cobertura 4G e frequências específicas do 5G”, completa.

O poste pode abrigar antenas e equipamentos como baterias, fontes, filtros, separadores, volutas, ventiladores etc., com total capacidade para suportar todos esses equipamentos de forma segura, pois ficam alojados em seu interior, trancados por portas com parafusos codificados. Por estarem protegidos, o risco de sofrerem atos de vandalismo, como o roubo de cabos e equipamentos, é bem reduzido.

O BRA Celposte é fixado no solo com uma fundação do tipo tubulão, onde fica posicionada a caixa de passagem na qual serão instalados os cabos de energia e os de fibra óptica para alimentar os seus equipamentos. “O mesmo poste que vai receber as luminárias pode ser um BRA Celposte, com um padrão visual que atende tanto a iluminação quanto a telefonia. Ele ilumina a cidade e transmite os dados, sem precisar de muita área”, acrescenta Vandresen.

A alimentação dos sistemas de telecom e de resfriamento é feita pela energia da rede. Em caso de queda no fornecimento de energia, o poste incorpora baterias que mantém os dispositivos ativos por períodos de 2 a 4 horas. A além disso, para que os seus equipamentos se mantenham em pleno funcionamento, há necessidade de temperatura interna controlada. “O poste possui aberturas para ventilação e sensores de temperatura que, quando um determinado índice é alcançado, acionam ventiladores internos para dissipar o calor e expeli-lo ao exterior”, reforça o executivo da Brametal.

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