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Coronavírus, que derruba vendas de carros na China, pode ser gatilho para recuperação do mercado

As vendas de carros na China sofreram em fevereiro a maior queda mensal devido ao coronavírus que afasta os compradores. A China Passenger Car Association divulgou dados preliminares que indicam queda 80% nas vendas, embora a média diária de vendas tenha melhorado mais para o final do mês.

 

As expectativas de mercado, porém, parecem ser positivas, segundo a pesquisa on-line “Impact of coronavirus to new car purchase in China”, realizada pela Ipsos com 1.620 entrevistados do país asiático.

 

A pesquisa aponta que a utilização de transporte público diminuiu no país desde o surto da doença. 56% dos ouvidos pela pesquisa afirmam que utilizavam metrô e ônibus como meio de transporte no período anterior ao coronavírus. Atualmente, apenas 24% usam estes transportes coletivos.

 

Em contrapartida, o uso de veículos próprios tem aumentado. Se anteriormente 34% tendiam a se deslocar com seus automóveis, hoje quase o dobro, 66%, preferem se locomover dessa maneira.

 

Entre a parcela entrevistada que hoje não possui carro – 37% do total -, 72% expressaram a intenção de adquirir um veículo próprio. E a principal razão para o automóvel ser um objeto de desejo tem ligação direta com o surto da doença. Quase oito em cada dez pessoas (77%) citam a redução da probabilidade de infecção como motivo para querer comprar seu veículo.

 

Acima de design, marca, preço, potência e conforto, as características que mais impactariam essa aquisição, segundo os chineses, estão ligadas à saúde. Sistema de ar condicionado com filtro antigermes, por exemplo, é um item essencial para 51% dos ouvidos. Metade (49%) também considera importantíssimo que o material utilizado para o interior do carro seja antibactericida.

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