Eletrônica e Informática

Exportações de produtos elétricos e eletrônicos crescem mais de 11% em julho

As exportações de produtos elétricos e eletrônicos somaram US$ 620,3 milhões em julho de 2023, 11,2% acima das registradas no mesmo mês de 2022 (US$ 557,8 milhões), de acordo com levantamento realizado pela Abinee.

A área de GTD – Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica registrou o maior percentual de crescimento (+113,2%). Nessa área, as vendas externas de transformadores se destacaram com a ampliação de 536% exportações, que passaram de US$ 6 milhões em julho de 2022 para US$ 36 milhões em julho de 2023.

As exportações de Automação Industrial (+71,4%) e de Material Elétrico de Instalação (+60,3%) também apresentaram bom desempenho, sendo influenciadas, principalmente, pelos crescimentos nas vendas de quadros e outros aparelhos para circuitos elétricos (+189%) e de fusíveis (+88%), respectivamente.

Cresceram também as exportações de Utilidades Domésticas, que ficaram 10% acima das registradas em julho de 2022.

A área de Componentes Elétricos e Eletrônicos (+1,2%) apresentou o maior montante exportado do setor (US$ 254,4 milhões). O desempenho da área foi influenciado pelos acréscimos nas vendas externas de componentes para utilidades domésticas (+24%), eletrônica embarcada (+17%) e semicondutores (+15%).

Por outro lado, verificou-se diminuição nas vendas externas das áreas de Informática (-25,8%) e Telecomunicações (-24,4%), principalmente devido às quedas nas exportações de caixas registradoras (-77%) e de aparelhos de radiodifusão (-88%), respectivamente. Houve também a redução nas exportações Equipamentos Industriais (-3,8%).

Na comparação de julho de 2023 com o mês imediatamente anterior, expansão foi de 3,4%.

IMPORTAÇÕES – As importações de produtos do setor eletroeletrônico somaram US$ 3,6 bilhões em julho de 2023, 0,9% acima das registradas no mesmo mês do ano anterior (US$ 3,6 bilhões).

Com aumento de 25,2% nas importações, destacou-se a área de Telecomunicações. Esse resultado foi influenciado pela elevação nas compras externas de aparelhos para comutação de pacotes de dados (switches) (+129%). Também foram significativos os aumentos nas importações de Utilidades Domésticas (+24,0%) e Automação Industrial (+20,7%).

Em Utilidades Domésticas, houve aumento nas compras de fornos (+575%). Já em Automação Industrial, destacou-se a ampliação de 47% em aparelhos eletromédicos. Houve ainda elevações nas importações de Material Elétrico de Instalação (+15,1%) e Equipamentos Industriais (+8,4%).

Por outro lado, as importações de Informática recuaram 19%. Esse resultado foi influenciado por reduções nas compras externas de máquinas para processamento de dados (-33%).

As importações de Componentes Elétricos e Eletrônicos somaram US$ 1,7 bilhão, com recuo de 3,2%. O resultado ocorreu principalmente em função da retração de 25% em semicondutores e da queda de 18% em componentes para telecomunicações.

Houve ainda redução nas importações de GTD, que ficaram 12,4% abaixo do observado em julho de 2022. O desempenho negativo da área ocorreu principalmente devido à queda de 37% nas importações de módulos fotovoltaicos, que diminuíram de US$ 396 milhões para US$ 249 milhões em julho desse ano.

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, as importações do setor ficaram praticamente estáveis (-0,4%).

ACUMULADO ATÉ JULHO – As exportações continuam contribuindo com a atividade do setor. No acumulado de janeiro-julho de 2023, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos somaram US$ 4 bilhões, 7% acima das ocorridas no mesmo período do ano passado (US$ 3,7 bilhões).

A maior taxa de crescimento ocorreu na área de Material Elétrico de Instalação (+43,8%), com o desempenho influenciado pela expansão nas vendas externas de fusíveis (+157%).

Também foi significativo o aumento de 42,8% em Automação Industrial, principalmente em decorrência dos crescimentos nas vendas de instrumentos de medida (+47%).

As exportações de Componentes Elétricos e Eletrônicos cresceram 2,3%, totalizando US$ 1,7 bilhão. Esse resultado contou principalmente com o aumento nas exportações de eletrônica embarcada (+13%), itens mais exportados do setor, que atingiram US$ 482 milhões. O acréscimo de 36% nas vendas externas de semicondutores também contribuiu para o resultado da área.

Observou-se ainda elevação nas exportações de GTD (+24,1%), com destaque para transformadores, cujas exportações aumentaram 198% neste período. Cresceram também as exportações Equipamentos Industriais (+3,8%). A área de Informática (+0,3%) ficou praticamente estável.

Por outro lado, recuaram as vendas externas de Telecomunicações (-20,7%) e Utilidades Domésticas (-1,7%), influenciadas principalmente pelas reduções nas exportações de estações rádio base (-49%) e freezers (-40%), respectivamente.

As importações de produtos elétricos e eletrônicos atingiram US$ 25,1 bilhões no acumulado de janeiro-julho de 2023, resultado 1,3% inferior ao verificado no igual período de 2022 (US$ 25,4 bilhões). Este resultado reflete a queda da atividade do setor.

A maior taxa de retração ocorreu em Informática (-14,7%). Nesse caso, verificou-se redução nas compras externas de máquinas para processamento de dados (-20%).

As importações de GTD recuaram 8,1% influenciadas principalmente pela queda nas compras externas de módulos fotovoltaicos (-20%), que diminuíram de US$ 2,9 bilhões para US$ 2,3 bilhões no acumulado de janeiro a julho de 2023.

Apesar da redução de 20%, os módulos fotovoltaicos ocuparam a segunda posição no ranking de produtos mais importados do setor, ficando depois somente dos semicondutores (US$ 3,1 bilhões). Porém, este montante de semicondutores não se refere somente às importações de um produto, mas sim às compras externas de um grupo de produtos que são classificados como semicondutores, tais como: diodos, transistores, tiristores, circuitos integrados eletrônicos, memórias, etc. Portanto, individualmente, o produto mais importado do setor continua sendo o módulo fotovoltaico.

As importações de Componentes somaram US$ 11,8 bilhões, 8,4% abaixo das ocorridas no igual período do ano anterior. Destacaram-se as importações de semicondutores, que recuaram 21%, passando de US$ 3,9 bilhões para US$ 3,1 bilhões. Vale ressaltar ainda que, no acumulado de janeiro-julho de 2023, as importações de semicondutores representaram 26% do total da área de Componentes.

O resultado negativo desta área também foi influenciado pela queda nas importações de componentes para telecomunicações (-26%).

Por outro lado, cresceram as importações de Utilidades Domésticas (+22,9%) e Automação Industrial (+22,5%). No primeiro caso, o aumento ocorreu devido a expansões nas compras externas de equipamentos de áudio e vídeo (+121%).Em Automação Industrial, o resultado da área foi influenciado pelo aumento importações de aparelhos eletromédicos (+27%).

Verificou-se ainda aumento nas compras externas de Equipamentos Industriais (+13,2%), Telecomunicações (+12,5%) e Material Elétrico de Instalação (+1,9%).

No acumulado de janeiro-julho de 2023, o déficit da balança comercial dos produtos elétricos e eletrônicos somou US$ 21,07 bilhões, 2,7% abaixo do apontado no mesmo período de 2022 (US$ 21,65 bilhões).

Esta redução ocorreu em função do aumento de 7% nas exportações e da queda de 1,3% nas importações.

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