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Gemü vê oportunidades no mercado brasileiro de biogás

É imenso o potencial brasileiro para a produção do biogás, mas menos de 2% dessa riqueza é aproveitada hoje, de acordo com a Associação Brasileira do Biogás (ABiogás). Para que essa realidade seja acelerada, com ganhos ambientais e econômicos, as novas plantas e ampliações em andamento precisam otimizar cada real investido – e prover total segurança.

Parte disso passa pela encomenda de equipamentos próprios para a passagem do gás. “A partir do know-how de décadas da Europa no beneficiamento do gás, percebemos que as soluções precisam ser adaptadas à realidade brasileira, que envolve longas distâncias, variação climática e muitas vezes condições inóspitas”, explica o gerente geral de Vendas da Área Industrial da Gemü do Brasil, Mateus Souza.

Segundo ele, o material deve garantir a vedação absoluta, zerando riscos de vazamento, e também os danos climáticos que causam a corrosão e oxidação, o que danifica válvulas destinadas a preservar a passagem controlada dos gases. “Além da matéria-prima desses equipamentos, conta muito a especificação adequada”, enfatiza o engenheiro.

Como exemplo, a válvula do tipo borboleta é um dos equipamentos que tem condição de transportar fluidos agressivos com total controle. Seu design tem características que permitem aos gestores da planta a tranquilidade contra acidentes e vazamentos, e a pintura é feita tanto na parte externa quanto interna, o que eleva a vida útil.

“Um perigo no beneficiamento do biogás é a contaminação invisível, o que pode ocorrer por um processo de oxidação por baixo dos componentes emborrachados. No caso da válvula borboleta, a aplicação da tinta mais adequada é feita também internamente, por baixo das borrachas, o que traz maior garantia de vedação”, explica o gestor.

Outro ponto a ser levado em consideração é a permeabilidade de alguns dos gases utilizados, que pode inclusive ultrapassar a camada de borracha, sem ser visível a olho nu – através dos microporos. “Por isso, um tanque de gás pode ter um vazamento invisível. Como forma de prevenção, as válvulas borboleta da Gemü usam materiais termoplásticos no revestimento, que funcionam como uma barreira extra e muito mais segura.” Outra ressalva: de nada adianta investir no maquinário ideal, mas negligenciar as orientações de instalação e manutenção.

 

TENDÊNCIA – “Na Europa, o biogás é hoje um dos grandes mercados, por conta da desativação de usinas nucleares e da ênfase na energia limpa. Podemos ficar de olho nessa tendência no Brasil, que deve aumentar consideravelmente nos próximos anos”, avisa Souza.

Um dos estímulos para novos investimentos no Brasil nessa área é a recente mudança na legislação, com os marcos regulatórios do Saneamento e do Gás Natural. “A diversificação da matriz energética brasileira representa uma grande oportunidade de atuação econômica hoje para o interior do país”, aponta o gerente da Gemü.

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