Eletrônica e Informática

Investir na eficiência energética resulta na redução de custos operacionais

Muitas empresas, sejam elas do setor industrial ou comercial, têm optado, ao longo dos últimos anos, em reduzir custos com diminuição do quadro de funcionários, matéria-prima, entre outros fatores inseridos na cadeia produtiva. Mas isso nem sempre é a melhor opção.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), as companhias podem manter a mesma quantidade de colaboradores e ainda aumentar o volume de negócios por meio de ações de eficiência energética.

Principalmente em momentos de instabilidade econômica, é possível dar início a esse processo, já intrínseco em muitas empresas, promovendo mudanças simples no ambiente corporativo e fabril. “A troca de lâmpadas tradicionais pelas de LED é um exemplo clássico e que muitas já adotam de primeira, com um resultado visível”, pontua o presidente da Abesco, Alexandre Moana.

A eficiência energética ainda pode ser aplicada inicialmente a partir da análise de maquinários e processos internos. No caso de uma indústria, por exemplo, há a possibilidade de trocar máquinas antigas por mais novas, consequentemente mais eficientes e que vão trabalhar melhor e desperdiçar menos energia.

“As empresas e indústrias precisam quebrar paradigmas de gestão, passando a focar em energia, uma vez que, quase 60% do uso final dela no setor industrial, é destinado a motores, ou seja, equipamentos”, atenta Moana.

Em recente pesquisa divulgada pela Procel, concluiu-se que, no Brasil, a participação dos gastos das indústrias com energia elétrica varia entre 5% e 30% das despesas operacionais, nas quais a média ponderada desta distribuição indica que os gastos energéticos representam cerca de 12% sobre o total das despesas operacionais.

A partir da implantação de ações de eficiência energética, a tendência é que gestores passem a contabilizar reduções significativas no consumo energético a médio e longo prazo. “Esse processo de medição do desempenho energético não deve parar, é contínuo e melhora o desempenho da empresa como um todo”, completa o presidente da Abesco.

Ao considerar um número conservador de eficiência na ordem de 30%, então aquela despesa que representava 12% sobre o total das despesas operacionais, será reduzida para aproximadamente 8,5%. Uma redução de 3,5% nas despesas operacionais, com reflexos diretos no EBTIDA.

Moana ainda explica que a eficiência energética difere do que muita gente ainda acredita. “Ao adotar alguma medida eficiente, não quer dizer que irá poupar energia. Por meio dela, você vai diminuir o desperdício de energia e, de quebra, produzir mais. Logo, pode aumentar o faturamento da empresa em virtude desse aumento de produção.”

FONTE: IPESI

Mostrar mais

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo