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Micro e pequenas indústrias de São Paulo mais demitem que contratam desde o início da pandemia

As micro e pequenas indústrias do estado de São Paulo mais demitem que contratam desde o início da pandemia de Covid-19, de acordo com o do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria, realizado pelo Datafolha, a pedido do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo (Simpi).

O índice de contratações, que varia de 0 a 200, teve queda de 95 para 90 pontos entre março e abril, o pior resultado do ano. Registros abaixo de 100 pontos apontam para perda de postos de trabalho, ou seja, mais demissões do que contratações.

Considerando o atual cenário de incertezas, com o alto custo de produção e queda no consumo, a expectativa é de aumento no desemprego nos próximos meses para 69% das micro e pequenas indústrias consultadas na pesquisa. Também o maior índice de pessimismo registrado nos últimos cinco anos.

O índice de satisfação das micro e pequenas indústrias no estado de São Paulo mostra o pior resultado de 2021. Em janeiro alcançou 126 pontos, indicando otimismo, mas voltou a cair, revelando a pior nota dos últimos quatro anos. Importante salientar que 42% das MPI’s de todo Brasil estão em São Paulo.

Em relação ao resultado das vendas nas micro e pequenas indústrias, o montante registrado ficou abaixo do esperado para 68% dos entrevistados. Para 25% está dentro do esperado e apenas 7% afirmaram que venderam acima do esperado.

Numa avaliação geral da economia do país, de acordo com a pesquisa, 64% das micro e pequenas indústrias consultadas classificam como ruim ou péssima. Para 28%, a situação é regular. E apenas 7% percebem como boa ou ótima. Em relação ao futuro próximo, 47% dos entrevistados na pesquisa acreditam que a situação econômica do Brasil vai piorar. Para 29%, ficará como está. E outros 21% acham que vai melhorar.

A previsão é pessimista também com relação à expectativa de inflação. Para 77% das micro e pequenas indústrias consultadas a inflação deve aumentar nos próximos meses. Este é o segundo pior resultado de acordo com a série histórica da pesquisa, iniciada em 2013.

Ainda de acordo com a pesquisa, para 18%, a inflação deve ficar como está. E 4% acreditam que vai diminuir.

Na avaliação do presidente  do Simpi, Joseph Couri, os dados são extremamente preocupantes. “Estamos com um programa lento de vacinação em todo o país e um cenário incerto de elevação de custos e desemprego. As variantes disso são a perda de poder aquisitivo, queda no consumo e inflação elevada. A pesquisa mostra indicadores muito ruins, apontando para a necessidade urgente de medidas governamentais para manter vivas as empresas, os empregos e a atividade econômica”, afirma. Para ele, é fundamental que as empresas sobrevivam para que, após superada a pandemia, o mercado interno possa voltar a crescer.

A pesquisa foi feira entre os dias 13 e 29 abril de 2021.

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