Eletrônica e Informática

Micro e pequenas indústrias sofrem com aumento de preços e escassez de insumos

O Índice de custos de produção das micro e pequenas indústrias (MPI’s), que integra a pesquisa realizada pelo Datafolha, a pedido do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo (Simpi), revela que houve uma alta significativa nos últimos meses, atingindo 72% da categoria. Considerando o início do isolamento social até agora, os custos de produção registraram o pior resultado da série histórica iniciada em março de 2013.

Grande parte do aumento registrado nos custos de produção diz respeito aos gastos com insumos e matéria-prima (66%), seguidos de mão de obra e salários (3%), e transporte e logística (3%). Problemas com relação à obtenção de insumos e matéria-prima seguem numa crescente piora, na percepção das micro e pequenas indústrias, resultando na quebra da cadeia produtiva. Para 91% delas, a alta de preços é o pior entrave, seguido de escassez de materiais (65%), atrasos na entrega (58%) e queda na qualidade (30%).

Outro entrave para as micro e pequenas indústrias desde o início da pandemia tem sido a perda de fornecedores (37%) ou clientes (45%) devido à falência deles ou porque entraram em recuperação judicial.

 

INADIMPLÊNCIA – Além disso, a inadimplência também afeta a categoria. Segundo a pesquisa, em dezembro de 2020, 31% das MPI’s deixaram de receber algum pagamento de clientes. Destas, 14% deixaram de receber valores que representam até 15% do faturamento.

Para o presidente do Simpi, Joseph Couri, a crise ainda afeta muito a categoria e retomada continua distante. “Enquanto não houver incentivo nem investimento do governo nesta área, o cenário permanecerá de grande dificuldade. Hoje a micro e pequena indústria sofre com capital de giro baixo e falta de abastecimento. Será necessário um longo período para voltarmos ao patamar anterior ao da pandemia”, alerta.

A coleta de dados foi feita em janeiro de 2021.

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