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Município de São Paulo prevê comprar 2.600 ônibus elétricos até 2024

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 2,5 bilhões para a aquisição de ônibus elétricos pelo município de São Paulo. A previsão é de que, com esse valor, sejam comprados entre 1 mil e 1,3 mil ônibus movidos exclusivamente a bateria, a depender dos modelos a serem selecionados, permitindo a substituição de cerca de 10% da frota atual da capital, de 13 mil veículos.

 

O apoio ocorre por meio do BNDES Finame Direto, tradicional produto do Banco que financia a aquisição e a comercialização de máquinas e equipamentos de fabricação nacional.  A implantação dos novos ônibus deve ocorrer até 2024 e evitará a emissão de aproximadamente 63 mil toneladas de CO2 equivalente/ano na atmosfera.

 

No momento, quatro fabricantes possuem ônibus elétricos a bateria credenciados no sistema do BNDES Finame. “O ônibus elétrico sequestra carbono, retira ruídos, além disso terá wi-fi e refrigeração, trazendo as pessoas para andar com mais prazer no transporte coletivo”, destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

 

A capital paulista é o primeiro cliente do setor público a receber crédito por meio do BNDES Finame Direto. Os recursos serão liberados na modalidade baixo carbono, que passou a admitir financiamento para compra de ônibus elétricos por municípios.

 

A mudança foi formalizada em junho de 2023, com o objetivo de contribuir para a descarbonização e a adaptação das cidades brasileiras às mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, estimular a indústria nacional, consolidando a cadeia produtiva em torno da tecnologia dos ônibus elétricos alimentados exclusivamente por baterias.

 

O investimento total do município será de R$ 8 bilhões, com previsão de aquisição de um total de 2.600 veículos e de substituição de cerca de 20% da frota de ônibus da capital até 2024. Desse valor, R$ 6 bilhões serão recursos da prefeitura e R$ 2 bilhões das concessionárias que operam o transporte público por ônibus na cidade. O montante a cargo da administração municipal será financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, Banco Mundial, Banco do Brasil, Caixa, além do BNDES.

 

O investimento na aquisição dos ônibus elétricos é bastante superior ao equivalente a diesel, aproximadamente 3,5 vezes maior, por isso, o município buscou incentivar a introdução dos veículos eletrificados na frota cobrindo parte desse investimento, por meio de reequilíbrios econômico-financeiros dos contratos de concessão.

 

A prefeitura arcará com a diferença entre o custo do elétrico e o diesel, valor que será financiado pelo BNDES. Espera-se que os ganhos econômicos com a eletrificação levem a menores valores de subsídios pagos no longo prazo, uma vez que o ônibus eletrificado tem custo médio mensal de operação e manutenção significativamente inferior ao veículo a diesel.

 

O Município tem um dos maiores sistemas de transporte público por ônibus do mundo, transportando, em média, 7,3 milhões de passageiros por dia útil, em 13 mil veículos e 1.347 linhas. A metrópole tem metas de descarbonização previstas em Lei municipal segundo a qual o sistema de transporte público deve reduzir a emissão de CO2 em 100% até 2038.

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