Eletrônica e Informática

Picos de consumo aumentam risco de falhas elétricas e prejuízos em lojas e e-commerces

À medida que a Black Friday se aproxima, o aumento do consumo e da operação simultânea de milhares de equipamentos elétricos coloca à prova a infraestrutura energética do varejo físico e digital. O que muitos consumidores e lojistas não percebem é que, por trás de cada clique, terminal de pagamento ou servidor de site, há um sistema elétrico que precisa estar preparado para suportar o pico de demanda sem falhar.

 

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as distribuidoras de energia pagaram R$ 1,122 bilhão em compensações aos consumidores em 2024 por falhas no fornecimento elétrico, um reflexo da vulnerabilidade do sistema e dos custos que a instabilidade pode gerar. Em períodos de alta demanda, como a Black Friday, o risco de sobrecargas, quedas de tensão e interrupções tende a aumentar, especialmente em regiões com infraestrutura mais antiga ou sobrecarregada.

 

Para o engenheiro elétrico Jamil Mouallem, sócio-diretor Comercial e de Marketing da TS Shara, a energia é o elemento invisível, mas determinante, do sucesso da data. “Durante a Black Friday, não é só o sistema de vendas que precisa estar preparado, é também a energia que o sustenta. Uma queda de tensão pode travar um PDV, corromper um servidor ou simplesmente desligar o site no auge do movimento. E o consumidor não espera: ele vai para o concorrente em segundos”, afirma.

 

Segundo o especialista, a falta de atenção à infraestrutura elétrica pode transformar o maior evento de vendas do ano em uma sequência de prejuízos. “Não é apenas sobre queima de equipamentos, mas sobre a continuidade das operações. O que se perde em uma hora de inatividade pode custar muito mais do que o investimento em sistemas de proteção”, completa Mouallem.

 

Diante desse cenário, o engenheiro elétrico aponta algumas medidas práticas para evitar danos e garantir estabilidade durante o período da Black Friday:

 

Reforce a infraestrutura elétrica: verifique antecipadamente se os circuitos e disjuntores suportam a carga extra de equipamentos, iluminação e sistemas de ar-condicionado. Ajustes simples podem evitar sobrecargas em momentos críticos.

 

Invista em proteção preventiva: no-breaks, filtros de linha e estabilizadores são aliados indispensáveis para proteger servidores, roteadores e equipamentos sensíveis. “Um único pico de tensão pode danificar sistemas inteiros de pagamento e causar perdas irreversíveis”, explica Mouallem.

 

Realize testes de contingência: simule falhas de energia fora do horário de pico para avaliar o tempo de resposta dos sistemas e da equipe. Essa prática antecipa possíveis gargalos e minimiza o impacto de interrupções reais.

 

Mantenha plano de continuidade operacional: defina protocolos de emergência e comunique a equipe sobre como agir em caso de instabilidade. Em ambientes corporativos, a resposta rápida faz toda a diferença entre o controle e o caos.

 

Eduque o consumidor e o time técnico: oriente sobre o uso de cabos e tomadas adequadas e evite sobrecarregar extensões ou filtros de baixa qualidade. Pequenos cuidados previnem grandes prejuízos.

 

A Black Friday, cada vez mais digital e interconectada, depende de energia confiável para garantir que a experiência de compra seja fluida e segura, tanto para o consumidor quanto para o varejista. “Sem energia estável, o melhor desconto pode sair caro. A proteção elétrica é o seguro invisível de quem quer vender muito e perder pouco”, conclui Mouallem.

 

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