Eletrônica e Informática

Setor de telecomunicações prevê criação de até um milhão de empregos com a desoneração da folha

A queda do veto à desoneração da folha de pagamentos, aprovada pela Câmara e pelo Senado no último dia 4 de novembro, vai viabilizar a criação de até um milhão de empregos no setor de telecomunicações, de acordo com estimativa da Federação Nacional de Infraestrutura de Redes e Telecomunicações (Feninfra).

O setor, que emprega 2,2 milhões de pessoas, temia a perda de 500 mil postos de trabalho sem a medida. Além disso, a reoneração da folha poderia provocar um apagão tecnológico em meio à pandemia. Com a desoneração, a estimativa também é de mais investimentos na modernização da rede e implementação de novas tecnologias, como a 5G.

Vivien Mello Suruagy, presidente da Federação Nacional de Instalação e Manutenção de Redes de Telecom e Informática (Feninfra), salienta que a preservação dos empregos de 500 mil trabalhadores, que seriam demitidos, e a possibilidade da contratação de mais 520 mil pessoas, totalizando 1,02 milhão de postos de trabalho, são as principais consequências positivas da derrubada do veto à desoneração da folha de pagamentos no Congresso Nacional. Para ela, a decisão foi importante no sentido de contribuir para a recuperação da economia, pois os 17 setores contemplados representam parte expressiva do PIB e são geradores de mão de obra intensiva.

“Nossa entidade, por exemplo, é representativa de 137 mil empresas, que empregam 2,2 milhões de trabalhadores”, salienta Vivien, ponderando que a crise da Covid-19 segue grave e com cenários permeados de incertezas, exigindo medidas que possibilitem um mínimo de equilíbrio no fluxo de caixa e previsibilidade. “Prevaleceu o bom senso na avaliação da matéria pelo Parlamento, pois a oneração da folha seria um ônus que causaria imensa dificuldade e provocaria um agravamento do desemprego, cujas taxas já são alarmantes no país.”

A dirigente explica que a pandemia gerou um aumento da demanda por serviços de internet e TI, com milhões de pessoas trabalhando em home office e crescimento de compras, eventos e transações on-line, além das aulas remotas adotadas em todos os níveis do ensino público e privado. “Cresceram os serviços, mas também a inadimplência, criando-se um descompasso no custeio e fluxo de caixa das empresas do setor, que não terão como arcar com os ônus relativos à oneração da folha”, pondera.

Mostrar mais

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo