Eletrônica e Informática

Tecnologia de baixo custo permite emitir alerta sobre volume de chuvas em determinado ponto

O mês de fevereiro foi o mais chuvoso na cidade de São Paulo desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em 1943, e, com as chuvas, vêm também enchentes, pontos de alagamento e deslizamentos de terras. Para evitar tragédias deste tipo é que a startup Pluvi.On e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) desenvolveram uma estação meteorológica de baixo custo capaz de emitir alertas pontuais avisando o quanto de chuva está previsto para determinado ponto da cidade.

 

A tecnologia monitora as condições meteorológicas em tempo real. O equipamento conta com sensores para medição do volume e intensidade de chuva, temperatura, umidade do ar, direção e velocidade do vento. A estação tem diversos sensores integrados (de tipos diferentes) e recursos de conectividade para a transmissão dos dados coletados para a nuvem onde serão processados. E, com a adição de inteligência, dá maior precisão às informações relacionadas à previsão do tempo e a possibilidade de emitir alertas sobre possíveis enchentes, deslizamentos e desastres ambientais.

 

Atualmente, a startup conta com 300 estações em 10 estados do país, sendo 40 delas na cidade de São Paulo. A ideia é espalhar as unidades e ampliar a base de dados para melhorar a qualidade da informação e deixá-la mais precisa. Com isso, futuramente será possível distribuir alertas gratuitamente para as pessoas, por meio de plataformas instaladas em smartphones.

 

“No ano passado, por conta dos nossos dados, emitimos um alerta de chuva forte que estava prevista para atingir uma rodovia de São Paulo. Com isso, eles (concessionária) decidiram fechar a pista. No dia previsto aconteceram dois escorregamentos que poderiam ter atingido alguma família, se a medida não tivesse sido tomada”, conta Diogo Tolezano, CEO da startup Pluvi.On. “Estamos também com um projeto piloto em comunidades de alta vulnerabilidade social na região de São Miguel e Itaim Paulista, na zona leste da capital, bairros frequentemente atingidos pelas enchentes.”

 

A inovação foi desenvolvida em parceria com pesquisadores da Unidade Embrapii CPqD, em Campinas e Icatel, indústria de telecomunicações em São Paulo. Entre os setores que já demonstraram interesse em adquirir as novas estações meteorológicas destacam-se o agronegócio, distribuidoras de energia elétrica, empresas de transportes e de engenharia.

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