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ABB assina parceira com o governo do Ceará para desenvolvimento de hidrogênio verde

A ABB assinou um memorando de entendimento com o governo do Ceará para o desenvolvimento de um hub para produção de hidrogênio verde no estado. Com a oficialização da parceria, começam os trabalhos para a ABB se tornar um dos principais parceiros tecnológicos de empresas e instituições envolvidas no desenvolvimento desse projeto que inclui o Complexo Portuário do Pecém.

 

A participação da ABB no Hub do Hidrogênio Verde começa com estudos de viabilidade técnica para construção da planta de produção. Referência em equipamentos tanto para geração de energia elétrica quanto para otimização do consumo energético, a multinacional também entra com ativos e tecnologias para ajudar a produzir hidrogênio verde, que requer extraordinárias quantidades de energia, a custos mais competitivos.

 

“Neste ponto a ABB pode agregar muito com as suas soluções digitais de gerenciamento de energia, seja ela uma fonte renovável solar, eólica, biomassa ou hídrica, além de equipamentos elétricos e retificadores”, afirma Renato Martins, gerente da Divisão de Energia da ABB Brasil. Uma solução em vista para o novo hub é a utilização de sistemas conectados ao Centro de Controle Remoto, instalado na sede da empresa em São Paulo, para gerar diagnósticos e relatórios técnicos periódicos. A adoção dessas tecnologias e procedimentos são passos necessários para otimizar as operações da planta, reduzindo o custo de produção de H2 por quilo produzido, ressalta Martins.

 

PARA O MUNDO – A intenção dos parceiros do Hub de Hidrogênio Verde é posicionar o Brasil como um produtor, exportador e distribuidor em escala global. É sabido que o país tem condições para ser protagonista no mercado global, e o assunto ganhou tração com o anúncio do plano trienal (2023-2025) do Programa Nacional de Hidrogênio (PNH2) pelo Ministério de Minas e Energia, em dezembro.

 

Apesar de abundante na natureza, o hidrogênio é raramente encontrado em sua forma elementar. Por isso, a extração precisa ser feita a partir de matérias-primas como gás natural, petróleo ou carvão, todas de origem fóssil. Já o hidrogênio verde é extraído a partir de um processo de eletrólise da água que usa fontes de energia elétrica renováveis. O Brasil é um dos países que mais produzem energia renovável no mundo e, segundo projeções da Bloomberg NEF, é um dos poucos que pode oferecer hidrogênio verde com o menor custo do globo, a US$ 0,55 por quilo até 2050.

 

No Ceará, as condições para produção e exportação são igualmente favoráveis: alta capacidade para geração de energia eólica e solar (potencial energético das duas fontes: 1.363.2 TWh/ano), localização estratégica do Complexo do Pecém, disponibilidade de área para construção de hub, disponibilização de água através de dessalinização.

 

“O estado do Ceará está fazendo um excelente trabalho apresentando ao mundo os benefícios de implementar projetos no Pecém e atraindo os interessados em aportar novos investimentos. Isso abre portas para novas oportunidades, as quais as empresas privadas podem estar envolvidas e obter bons resultados dessa sinergia”, analisa Martins. Ele pondera, no entanto, que o Brasil precisa acelerar na implementação de regulamentações e normas “se quisermos nos tornar fortes exportadores de H2V e seus derivados diante desta corrida global da transição energética”.

 

SUSTENTABILIDADE – De acordo com estudos da Agência Internacional de Energia, a substituição do hidrogênio derivado da queima de combustíveis fósseis pelo hidrogênio verde, obtido a partir de energia renovável, poderia poupar a emissão de 830 milhões de toneladas de carbono por ano. O Hub de Hidrogênio Verde, portanto, também pode ser um aliado sustentável.

 

“Considerando que o hidrogênio verde tem um enorme potencial de ser o combustível do futuro e será o grande protagonista na descarbonização, enxergamos uma excelente oportunidade de nos tornarmos o maior parceiro tecnológico dentro do Hub do H2V no Pecém”, confirma Martins.

 

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