Metal Mecânica

Aperam BioEnergia substitui fornos para produzir carvão vegetal utilizado na fabricação de aço verde

A Aperam BioEnergia está concluindo neste ano a automação de 100% dos fornos em suas unidades do Vale do Jequitinhonha, responsáveis por produzir a energia renovável utilizada na produção do Aço Verde Aperam, na usina de Timóteo (MG).

Paralelamente ao processo de automação, a BioEnergia está investindo em novos fornos.  O plano é sair dos atuais 283 fornos da empresa por 193 unidades de melhor performance até julho de 2024. Para tanto, serão substituídos 121 unidades FAP 220, que tem uma menor capacidade, por 31 fornos FAP 2000. O FAP 2000 (foto) é o maior forno do mundo para a produção de carvão vegetal e foi desenvolvido e patenteado pela própria BioEnergia.

“Isso aumenta nossa capacidade de automatizar e consequentemente nossa competitividade”, diz Ézio Santos.

“Fomos a primeira empresa produtora de aços planos especiais a obter o balanço carbono neutro do mundo. O que isso tem a ver com a automação dos fornos? Isso só foi possível com as tecnologias extremamente importantes que foram implementadas na Aperam nos últimos anos, que vieram reduzindo as emissões através de uma maior eficiência no uso de nossas florestas renováveis”, afirma o gerente executivo da Produção de Energia Renovável da Aperam BioEnergia, Ézio Santos.

A Aperam BioEnergia tem 126 mil hectares de áreas distribuídas por seis municípios do Vale do Jequitinhonha, dos quais 76 mil hectares são dedicados à plantação de eucalipto para a produção do carvão vegetal. Para processar 450 mil toneladas do biorredutor, como ocorre hoje, a empresa conta com 283 fornos, dos quais 121 unidades do modelo RAC 220; 161 do tipo RAC 700; e uma unidade do FAP 2000, construídos com tecnologia desenvolvida internamente pela empresa. Juntos, eles produzem aproximadamente 2 milhões de metros cúbicos de carvão por ano.

“Na Aperam esse processo de automação dos fornos começou em 2012. Era uma necessidade extremamente importante aumentar o controle das operações. E quando ele é bem executado, remunera o setor, inclusive com a economia de madeira”, diz Ézio Santos.

Ele afirma que o objetivo inicial era conseguir uma maior conversão de madeira em carvão. “Hoje estamos carbonizando eucalipto de seis anos, que têm uma densidade menor do que de sete anos. Então precisávamos melhorar a eficiência do processo para manter nossos índices de conversão. E melhorar a qualidade”, explica. De fato, a empresa dobrou os índices de produtividade desde 2015, segundo o gerente executivo.

Os fornos automatizados de cada planta são operados através de uma central de monitoramento de fornos. Temos medidores de temperatura dos canais, para controles precisos e instantâneos nos colocando rumo a um processo industrial 4.0. (foto/divulgação)

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