Eletrônica e Informática

Exportações de eletroeletrônicos crescem 4,1% em março

No mês de março de 2023, as exportações de produtos eletroeletrônicos atingiram US$ 592,3 milhões, 4,1% acima das realizadas em março de 2022 (US$ 568,7 milhões), de acordo com dados divulgados pela Abinee. O destaque foi o crescimento de 51,6% nas exportações de Automação Industrial. Esse resultado contou com o acréscimo de 230% nas vendas externas de quadros e aparelhos para circuito elétrico.

 

Em seguida, destacou-se a elevação de 20,5% nas vendas externas de Material Elétrico de Instalação, que foi influenciada pelo crescimento de 74% nas exportações de fusíveis.

 

Por sua vez, a área de Componentes Elétricos e Eletrônicos (US$ 258,2 milhões) apresentou o maior montante exportado do setor. Observaram-se expansões nas vendas externas de circuitos impressos (+376%), semicondutores (+130%), eletrônica embarcada (+21%), entre outros.

 

Houve também crescimento nas exportações de Informática (+8,1%), GTD – Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica – (+6,3%), Utilidades Domésticas (+2,0%) e Equipamentos Industriais (+1,3%).

 

Por outro lado, as vendas externas de Telecomunicações recuaram 25,9%. Houve a diminuição nas exportações de estações rádio base (-66%), que passaram de US$ 16 milhões em março de 2022 para US$ 5 milhões em março de 2023.

 

Ao comparar as exportações de março de 2023 com o mês de fevereiro de 2023, verificou-se crescimento de 24%.

 

 

IMPORTAÇÕES – As importações de produtos elétricos e eletrônicos atingiram US$ 3,85 bilhões em março de 2023, 4,5% abaixo do mesmo mês do ano anterior (US$ 4,04 bilhões).

 

A maior taxa de retração ocorreu em GTD (-26,5%). Este resultado foi influenciado pela queda de 33% nas compras externas de módulos fotovoltaicos, que somaram US$ 386 milhões em março de 2023.

 

É necessário observar que março de 2022 pode ser considerada uma base forte de comparação, visto que as importações de módulos fotovoltaicos atingiram US$ 575 milhões naquele período.

 

As importações de Componentes Elétricos e Eletrônicos somaram US$ 1,9 bilhão, com recuo de 6,5% em relação a março de 2022. O resultado contou principalmente com a retração de 24% em componentes para telecomunicações e com a queda de 18% em semicondutores.

 

Ocorreram ainda reduções nas importações de Material Elétrico de Instalação (-23,1%) e Informática (-7,7%).

 

Por outro lado, aumentaram as importações de Automação Industrial (+23,6%) e Utilidades Domésticas (+18,1%). No primeiro caso, destacou-se o crescimento de aparelhos eletromédicos (+36%).

 

Enquanto na área de Utilidades Domésticas o resultado foi influenciado pelos acréscimos nas compras externas de equipamentos de áudio e vídeo (+195%) e fornos (+141%).

 

Também foram observadas elevações nas importações de Equipamentos Industriais (+9,6%) e Telecomunicações (+5,7%).

 

Ao comparar com o mês imediatamente anterior, as importações do setor cresceram 26,6%.

 

 

ACUMULADO – No acumulado de janeiro-março de 2023, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos atingiram US$ 1,55 bilhão, 8,0% acima das ocorridas no mesmo período do ano passado (US$ 1,44 bilhão).

 

A maior taxa de crescimento ocorreu em Material Elétrico de Instalação (+51,9%). Esse resultado contou com a expansão de 162% nas vendas externas de fusíveis e com o acréscimo de 68% nas exportações de disjuntores.

 

Também foram significativas a expansões nas vendas externas da área de Automação Industrial (+36,4%) e GTD (+31,2%). Principalmente em decorrência dos crescimentos em quadros e aparelhos para circuito elétrico (+99%) e transformadores (+84%), respectivamente.

 

As exportações de Componentes Elétricos e Eletrônicos cresceram 3,0%, totalizando US$ 670,4 milhões. Neste caso, foram observados aumentos nas exportações de circuitos impressos (+156%), semicondutores (+46%), eletrônica embarcada (+16%), componentes para automação industrial (+15%), entre outros.

 

Observou-se também crescimentos nas áreas de Equipamentos Industriais (+11,8%) e Informática (+4,3%).

 

Por outro lado, recuaram as vendas externas de Telecomunicações (-28,6%) e Utilidades Domésticas (-9,2%), influenciadas principalmente pelas reduções nas exportações de estações rádio base (-64%) e freezers (-61%), respectivamente.

 

Ao analisar por regiões, os países da Aladi continuam sendo o principal destino das exportações, totalizando US$ 758,2 milhões. Esses países representaram 48% do total, sendo que 20% referem-se às vendas para a Argentina e 28% para os demais países desse bloco.

 

Verificou-se também que a participação das exportações do mercado norte-americano aumentou de 19% para 22%, enquanto a representatividade da União Europeia nas exportações diminuiu de 13% para 10% no mesmo período.

 

As exportações para os países asiáticos (exceto Oriente Médio), representaram 8% do total, enquanto os demais países do mundo representaram 12%.

 

IMPORTAÇÕES – As importações de produtos elétricos e eletrônicos atingiram US$ 10,52 bilhões no acumulado dos três primeiros meses de 2023, resultado 4,7% abaixo do verificado no igual período de 2022 (US$ 11,03 bilhões).

 

A maior taxa de retração ocorreu em GTD (-25,5%), influenciada principalmente pela redução nas compras externas de módulos fotovoltaicos (-30%), que diminuíram de US$ 1,4 bilhão para US$ 985 milhões no 1º trimestre de 2023.

 

Apesar da redução de 30%, os módulos fotovoltaicos ocuparam a segunda posição no ranking de produtos mais importados do setor, ficando depois somente dos semicondutores (US$ 1,4 bilhão).

 

Porém, este montante de semicondutores não se refere somente às importações de um produto, mas sim às compras externas de um grupo de produtos que são classificados como semicondutores, tais como: diodos, transistores, tiristores, circuitos integrados eletrônicos, memórias etc. Portanto, individualmente, o produto mais importado do setor continua sendo o módulo fotovoltaico.

 

As importações de Componentes somaram US$ 5,1 bilhões, 8,3% abaixo das ocorridas no igual período do ano anterior. Nesse caso, além dos já citados semicondutores (-14%), o resultado negativo desta área também contou com a queda nas importações de componentes para telecomunicações (-29%).

 

Observou-se ainda diminuição nas importações de Material Elétrico de Instalação (-12,5%) e bens de Informática (-6,9%).

 

Por outro lado, cresceram as importações de Automação Industrial (+23,4%) e Utilidades Domésticas (+13,9%), devido a expansões nas compras externas de instrumentos de medida (+27%) e equipamentos de áudio e video (+194%), respectivamente.

 

Verificou-se ainda expansão nas compras externas de Telecomunicações (+12,2%) e Equipamentos Industriais (+7,5%).

 

As principais origens das importações continuam sendo os países asiáticos (exceto Oriente Médio), que somaram US$ 7,3 bilhões, representando 69% do total.

 

Apesar de muito significativa, a participação destes países no total importado do setor diminuiu em 8 pontos percentuais ao comparar com o mesmo período do ano passado (77%).

 

Destaca-se, porém, que essa queda foi influenciada, principalmente, pela retração de 30% nas compras de módulos fotovoltaicos da China, que passaram de US$ 1,4 bilhão no 1º trimestre de 2022 para US$ 979 milhões no 1º trimestre de 2023.

 

 

Verificou-se também que a participação das importações do mercado norte-americano aumentou de 7% para 9%, enquanto a representatividade da União Europeia nas importações cresceu de 10% para 14% no mesmo período.

 

As importações dos demais países do mundo aumentaram 33,1%, representando 3% do total.

 

 

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