Eletrônica e Informática

Indústria de petróleo e gás vê computação em nuvem e melhoria operacional como prioridades

Os investimentos em tecnologia da informação mais importantes implementados pela indústria de petróleo e gás foram em computação em nuvem, seguida por privacidade e segurança de dados e, em terceiro, desenvolvimento, gerenciamento e operações em tecnologia. Além disso, as principais questões relacionadas ao modelo de negócios desse setor e que os profissionais de TI estão sendo convocados para resolver são melhoria da eficiência operacional, geração de informações importantes através de análise de dados e a capacitação da força de trabalho. Essas são algumas das conclusões da pesquisa “CIO Survey 2020”, elaborada pela KPMG e Harvey Nash, com respostas de mais de 4.200 CIOs (diretores de tecnologia) de empresas de 83 países. O estudo traz um recorte das principais questões apontadas pelos diretores de tecnologia da informação que atuam na área de petróleo e gás, considerando os cenários da pandemia da covid-19.

Com relação às expectativas de mudança no modelo de entrega, o aumento da automação das operações – incluindo perfuração, cadeia de suprimentos e monitoramento de caldeiras – foi apontado no estudo como uma forte prioridade para o setor de petróleo (80%) em comparação com as outras indústrias (71%). Já no que diz respeito ao incremento de serviços gerenciados e à terceirização centralizada, os percentuais do setor de petróleo e gás são inferiores às médias globais nessas áreas, registrando 47% (petróleo) x 51% (outros) no primeiro item e 27% (petróleo) x 36% (outros) no segundo.

Quando questionados se a performance organizacional foi melhor ou significantemente melhor do que os competidores, os líderes digitais apresentaram uma vantagem significativa sobre os pares muito acima do desempenho em eficiência operacional (75% x 54%), tempo de mercado (58% x 40%) e experiência do cliente (67% x 48%).

“A pandemia alterou a demanda de petróleo e gás no mundo e fez com que muitas empresas do setor reduzissem investimentos e produção e fechassem as portas. A pesquisa apontou que, do ponto de vista tecnológico, o foco deverá ser voltado para permitir ganhos de eficiência e redução de custos com o uso de dados integrados para fornecer previsões mais precisas, ciclos de decisão mais curtos que impulsionem a lucratividade e reduzam o desperdício. Segundo o estudo, o modelo tradicional de oferta e demanda da indústria de petróleo e gás está agora em um ponto de inflexão, ajudando a unir o negócio e a TI para gerar mais valor, melhorar a eficiência operacional e minimizar o tempo de inatividade dos ativos”, explica o sócio-diretor da área de energia e recursos naturais da KPMG, Eduardo Pozzi.

 

SEGURANÇA CIBERNÉTICA – Sobre segurança cibernética, 42% dos entrevistados disseram que as organizações tiveram um aumento na segurança ou incidentes cibernéticos em função do trabalho remoto, um pouco maior que a média de outros setores que foi de 41%. Já sobre o aumento dos incidentes cibernéticos durante a pandemia, a indústria de petróleo indicou o ataque de pishing (técnica para enganar usuários e obter informações confidenciais) com 90% e principal incidente, seguido pelo malware (programa de computador destinado a infiltrar-se em um sistema de computador de forma ilícita) e pela negativa para o uso de serviço.

“Com a covid-19 causando a realocação de funcionários de empresas para os escritórios domésticos, os ataques às organizações também cresceram drasticamente. Com tamanha infraestrutura crítica de apoio às economias nacionais, a indústria de energia é um alvo primário para os atores de ameaças e espionagem industrial, destinada a causar o máximo de interrupção. Desta forma, manter os robustos protocolos e segurança cibernética nas operações, sistemas de controle de transporte e produção (ICS) – regularmente revisados, atualizados e testados – será uma operação contínua e imperativa”, finaliza o sócio da KPMG da área de segurança cibernética, Rodrigo Milo.

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