Metal Mecânica

O que a Grob faz para preservar a saúde dos colaboradores na pandemia do coronavírus

Empresas conscientes de todo o mundo vem tomando medidas para preservar a saúde de seus colaboradores. A Grob-Werke, uma das mais importantes fabricantes de máquinas-ferramenta do mundo, em 24 de janeiro – quatro semanas após o descobrimento da epidemia 2019/2020 do coronavírus na China e uma semana antes da declaração de “estado de emergência global” feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – já havia estabelecido um comitê de crise e determinado o retorno de todos os colaboradores de Mindelheim, na Alemanha, que estavam a serviço na planta chinesa para Alemanha.

 

Como medida de prevenção para proteger os funcionários de infecções em todo o mundo, todos que estavam retornando ao seu país de origem ficaram 14 dias de licença em casa. Neste período, a matriz e suas subsidiárias divulgaram informações sobre o novo vírus por meio de comunicados oficiais e conscientizou seus colaboradores sobre medidas básicas de higiene para a própria proteção.

 

À medida que a situação do coronavírus continuou a se desenvolver de forma dramática tanto na Europa como em outras regiões do mundo, a gestão de crise da companhia reforçou as medidas de segurança em suas fábricas e filiais. Diretrizes claras de comportamento foram estabelecidas em um questionário de autoavaliação para clientes, fornecedores e visitantes que desejassem visitar a Grob.

 

Funcionários da empresa, agora, só viajam a serviço em casos extremamente necessários – e cujo destino não seja uma área de risco. “Estamos fazendo todo o possível para minimizar os riscos de infecção e manter a empresa segura”, afirma German Wankmiller, presidente executivo & CEO.

 

“Essas medidas também são necessárias para trabalhar como um profissional na indústria automotiva”, defende Christian Grob, presidente do Conselho. “Nosso objetivo sempre foi permitir o mínimo possível de entrada na fábrica, o que resultou no cancelamento de nossos eventos in-house na Alemanha (março) e no Brasil (agosto) para este ano”.

 

Além disso, o grupo está flexibilizando seu formato de trabalho e entendendo quais funcionários têm a possibilidade de trabalhar em formato home office, caso sejam solicitados a ficar em casa pelos governos locais.

 

 

 

Na B. Grob do Brasil, também foi adotado um período de licença remunerada para todos os funcionários da planta de 23 de março a 13 de abril, além de medidas de um Código de Conduta para proteger a saúde dos colaboradores e impactar o mínimo possível os trabalhos por tempo indeterminado: disponibilização de máscaras de proteção, guia de comportamento e higiene pessoal, intensificação de limpeza de áreas de trabalho e objetos de uso coletivo, demarcações nos pisos de áreas coletivas respeitando a distância de 1 m entre cada colaborador, restrições de entrega de materiais, reembolso para serviço de transporte individual, etc.

 

 

“Estamos seguindo as orientações da e solicitando que todos os nossos colaboradores cumpram essas práticas e conduta para a segurança de todos. Além disso, iniciamos uma campanha interna de arrecadação de alimentos não perecíveis e produtos de higiene para duas ONGs em São Bernardo Campo, visando apoiar nossa comunidade local principalmente durante este período”, afirma Michael Bauer, CEO da planta brasileira.

 

PLANEJAMENTO – Desde 2009/2010, período no qual a pandemia do H1N1 – mais conhecida como a gripe suína – originou-se nos Estados Unidos, resultando em mais de 18.000 mortes ao redor do mundo, a Grob já se preparava para situações de pandemia, criando um plano interno para lidar com tais situações. Os planos da época foram serviram como referência para compor as estratégias do comitê de crise atual: escopo de trabalho, possíveis medidas (home office, videoconferências, diretrizes para visitantes etc.) e a definição de funções-chave da empresa, entre outros.

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