Eletrônica e Informática

Plataforma de baixo custo integra dados e auxilia nas decisões estratégicas das pequenas e microempresas

 

 

Um especialista em sistemas de informação do Paraná, Carlos Eduardo Colenetz, desenvolveu um sistema que une o uso da inteligência artificial para análise de dados a um trabalho de mentoria direcionado aos pequenos negócios.

 

Trata-se do Mentor BI, que utiliza uma plataforma da Microsoft e transforma em um instante dados em informações concretas. O software integra todos os indicadores de uma empresa, gera relatórios e gráficos que facilitam a compreensão dos fatos e cria painéis dinâmicos que se atualizam rapidamente.

 

Dessa forma, o gestor tem indicadores precisos e, em paralelo, pode receber mentorias que o auxiliem na compreensão destes dados, na criação de novas estratégias e na tomada das decisões.

 

“A tomada de decisão no mundo dos negócios costuma gerar muita dor de cabeça para quem está no comando das organizações”, diz Colenetz. “Analisar às vezes centenas de informações, verificar padrões de consumo e buscar crescimento com rentabilidade são desafios que tiram o sono até mesmo dos mais experientes”.

 

De acordo com o especialista, para quem está no controle das micro e pequenas empresas a situação é ainda mais desafiadora. Enquanto as médias e grandes companhias têm áreas específicas e verbas destinadas ao gerenciamento de dados, o empreendedor que cuida praticamente sozinho do seu negócio precisa encontrar maneiras de se diferenciar para manter ou conquistar novos clientes.

 

Foi de olho principalmente na realidade das MPEs que Colenetz desenvolveu o Mentor BI. O sistema foi desenhado especialmente para elas: as operações são fáceis de entender e manusear, e é realmente muito barato. Enquanto um sistema de Business Intelligence para as médias e grandes empresas custa a partir de R$ 50 mil, a implantação e customização do Mentor BI sai por R$ 3,6 mil.

 

Já o acompanhamento mensal – com suporte e acompanhamento realizado por uma equipe técnica, no caso de o cliente assim o quiser – fica em R$ 384, valor que se encaixa também na realidade dos empreendedores brasileiros.

Outra piscada de olhos para os pequenos empresários – uma gente naturalmente desconfiada – é que a implantação do sistema envolve um período de testes: o cliente tem 15 dias para testar os benefícios do equipamento, podendo ser ressarcido integralmente dos valores caso desista de possuí-lo.

 

PERSONALIZAÇÃO – Colenetz observa que o sistema engloba as mesmas características utilizadas pelas grandes corporações, podendo inclusive ser personalizadas. Assim, com a customização, um dono de uma padaria, por exemplo, conseguirá identificar os produtos mais vendidos em cada dia do mês, saber os horários de maior procura e até mesmo a preferência da clientela.

 

“Com esses dados o gestor pode controlar os estoques e a linha de produção, a escala de trabalho dos funcionários, saber quando precisará fabricar mais pães ou tortas e em quais dias e horários”, explica o especialista. “Ao mesmo tempo, pode criar um histórico de cada cliente e oferecer os itens preferidos, junto com sugestões de guloseimas e opcionais. As chances de ampliar as vendas tornam-se enormes”.

 

O mesmo procedimento se aplica ao dono de um restaurante, a quem administra uma lavanderia, um pet shop, uma floricultura etc. E tudo pode ser acompanhado na palma da mão, por smartphone, ou por computador ou tablet.

 

O Mentor BI surge em um momento em que os pequenos negócios no Brasil começam a apostar mais na informatização e na utilização de ferramentas digitais, em especial as redes sociais. Ainda em meados de 2018, uma pesquisa do Sebrae de São Paulo apontava que 72% dos empresários do segmento utilizavam o WhatsApp para se comunicar com clientes, e 40% das pequenas empresas tinham páginas no Facebook.

 

Outro dado positivo é o avanço da informatização na gestão financeira dos negócios das MPEs. Se quase metade dos empresários pesquisados disse ainda usar um caderno ou folha de papel, 27% afirmaram utilizar planilhas do Excel, 17% sistemas desktop e 4% aplicativos de celular. (Alberto Mawakdiye)

 

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