Metal Mecânica

Autosort Pulse embute tecnologia avançada para analisar composição de objetos metálicos na reciclagem

A indústria de reciclagem conta com o auxílio de soluções avançadas de triagem, que aproveitam tecnologia de ponta e inteligência artificial para separar com precisão vários metais, garantindo alta pureza. No caso do alumínio, isso permite que o metal reciclado seja utilizado como substituto direto de materiais virgens para várias indústrias, gerando desde latas de bebidas até materiais de construção, conservando recursos naturais e reduzindo o impacto ambiental.

 

Um exemplo é o Autosort Pulse, da Tomra. O maquinário utiliza tecnologia avançada de espectroscopia de ruptura induzida por laser (Libs), um sistema de triagem que analisa rapidamente a composição de objetos metálicos, distinguindo entre diferentes tipos, graus e ligas. “Com essa tecnologia conseguimos fechar a circularidade desses materiais, permitindo produção em alta escala e maximizando o valor do produto reciclado”, afirma Daniel Ghiringhello, head of Sales da Tomra.

 

Outro benefício do Autosort Pulse é a capacidade de minimizar a contaminação e, consequentemente, aumentar o valor e a comercialização dos materiais reciclados. A triagem precisa do sistema reduz o risco de contaminação cruzada, protegendo a integridade dos materiais reciclados e garantindo que eles sejam adequados para suas aplicações pretendidas. “Ele entrega níveis de pureza de 95% ou superiores consistentemente, permitindo que o material seja utilizado sem degradação de propriedades valiosas”, afirma o representante da Tomra no Brasil.

 

Ghiringhello explica que, na reciclagem, é preciso levar em consideração a origem do alumínio, já que isso impacta em sua composição. Os metais de pós-produção são gerados durante o processo de fabricação industrial de algum produto, como peças de automóveis, eletrodomésticos, entre outros. “É uma sucata que costuma estar em estado relativamente puro, pois não foi exposta ao uso geral”, conta.

 

Já os metais pós-consumo surgem no fim do ciclo de vida de um produto. São sucatas geradas por consumidores na hora de descartar determinado item feito à base de alumínio. “Esse tipo de sucata pode vir de diversas fontes, como, por exemplo, os automóveis e eletrodomésticos no final de sua vida útil. Essa sucata frequentemente está contaminada por diversas substâncias, como resíduos de alimentos, sujeiras e outros detritos”, afirma o especialista.

 

Compreender a origem do alumínio é crucial para maximizar a eficiência da reciclagem. Ao identificar possíveis contaminantes ou impurezas, os recicladores podem implementar métodos de limpeza e triagem direcionados para remover esses materiais indesejados. Isso não só melhora a qualidade do alumínio reciclado, mas também reduz o consumo de energia e minimiza o desperdício. (foto/divulgação)

 

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