Metal Mecânica

Brasil deve crescer 6,5% ao ano na movimentação de contêineres

 

Dados da versão 2019 da pesquisa ECSA Container Terminals Report projetam que a movimentação de contêineres no Brasil deve se expandir a uma taxa de 6,5% ao ano até 2023, saltando de 10,3 milhões de TEUs – resultado registrado em 2018 – para 14,1 milhões de TEUs daqui a três anos.

O levantamento foi produzido pela Datamar, consultoria especializada na análise de comércio exterior via modal marítimo, e realizado junto aos diretores e às principais autoridades portuárias de 22 terminais de contêineres no Brasil, seis na Argentina e dois no Uruguai.

A expansão será fruto da intensificação do comércio marítimo na costa leste da América do Sul, que tem uma expectativa de crescimento de 5,9%, alta cerca três vezes maior do que o crescimento do PIB previsto para o período.

O relatório também traz a perspectiva atual e de curto prazo para os terminais, na opinião dos diretores. No Brasil, a região que registrou maior potencial de desenvolvimento foi a do Nordeste, onde a expectativa é que o ambiente de negócios melhore 25% no curto prazo.

Outra informação do levantamento é que a incorporação de embarcações cada vez maiores às frotas – navios de 14 mil TEUs, por exemplo – trará mudanças à navegação regional, já que nem todos os portos serão capazes de recebê-los.

Buenos Aires, a capital e o maior porto da Argentina, já vem inclusive sofrendo com essa limitação, que tende a provocar um aumento de transbordos em Santos e nos portos do sul do Brasil.

No entanto, todos os portos brasileiros, sem exceção, apresentam também algum problema de falta de espaço, e de equipamentos tecnologicamente mais modernos e sofisticados, que serão igualmente mais solicitados daqui para frente.

Outra tendência apontada pela pesquisa é a de contínua consolidação do processo de concentração do transporte de contêineres na região: os quatro maiores armadores – Maersk, MSC, CMA CGM e Hapag-Lloyd – responderam, em termos de tráfego marítimo, por 82,3% do total de contêineres embarcados em 2018.

texto: Alberto Mawakdiye

 

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