Eletrônica e Informática

Na Alemanha, uso de robôs não aumenta desemprego

Com 309 unidades por 10.000 empregados, a indústria manufatureira alemã tem a terceira mais alta densidade de robôs em todo o mundo. Ao mesmo tempo, o número de pessoas empregadas na Alemanha atingiu 44 milhões em 2017 – o volume mais alto desde a reunificação do país, em outubro de 1990.
A rápida difusão dos robôs industriais não causou abalo nos dados de emprego no país. Hoje, novas funções são criadas para a força de trabalho junto com as desenvolvidas pelas máquinas. Esses resultados são do mais recente estudo do Centre for European Economic Research (ZEW), para o German Federal Ministry for Education and Research (BMBF), de acordo com a International Federation of Robotics (IFR).
“Os resultados do estudo da ZEW sobre o mercado de trabalho confirma o que estamos observando nas nações líderes industriais no mundo”, comenta Junji Tsuda, presidente da IFR.  “A modernização da produção desloca os trabalhos perigosos, nocivos à saúde e monótonos para as máquinas. Na grande maioria dos casos, somente certas atividades de trabalho são automatizadas e não o espectro total do trabalho de um empregado”, comenta.
Porém, se os postos de trabalho são cortados – a ZEW informa que 5% dos empregados foram realocados em cinco anos – essas perdas são compensadas por novos trabalhos em geral.
Na Alemanha, o crescimento do uso de máquinas tem permitido que o volume de empregos cresça 1%. Esse desenvolvimento deverá continuar no futuro. Com base nas respostas detalhadas da pesquisa, a ZEW estima que a automação adicional e a digitalização na indústria vão gerar crescimento de 1,8% em 2021.
Esse desenvolvimento é coerente com a disseminação dos computadores a partir dos anos 1990. O uso da tecnologia da informação em larga escala nas companhias fez com que os trabalhos tradicionais de processamento se tornassem supérfluos. Porém, de acordo com a ZEW, de 1995 a 2011 o nível de emprego cresceu abaixo de 0,2% ao ano.
A London School of Economics (LSE) recentemente publicou um estudo intitulado “Robots at Work”, sobre o uso de robôs industriais em 17 economias desenvolvidas entre 1993 e 207. O chefe da pesquisa da LSE, Guy Michaels, resumiu os principais resultados na ‘Automatica 2018’. “A produtividade melhorou cerca de 15% devido aos robôs industriais. Ao mesmo tempo, a mão de obra de baixa qualificação caiu e o pagamento aumentou levemente. Robôs industriais não têm qualquer impacto significativo no números gerais de empregados, comentou. (Foto/divulgação IFR)

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